Levantamento da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados, realizado entre 18 e 21 de outubro, indica que o veto às plataformas de apostas esportivas e aos cassinos online teve pouco peso na escolha dos eleitores. A medida, adotada pelo governo do presidente Lula, foi amplamente divulgada, mas não apareceu entre as prioridades do eleitorado.
O que os dados mostram sobre o primeiro turno
Entre os eleitores que conheciam a proibição, 82% afirmaram que o tema não influenciou o voto no primeiro turno. Dos que admitiram algum efeito, 84% disseram que a medida apenas reforçou uma escolha que já estava consolidada. Somente 6% dos entrevistados declararam ter mudado de candidato por causa do veto às bets.
Os números sugerem que a decisão funcionou mais como confirmação de posições já formadas do que como fator de virada. Pesquisas de intenção de voto costumam captar esse tipo de efeito de reforço, mas a amostra indica que a parcela de eleitores realmente movida pelo tema é pequena.
Expectativa para o segundo turno
Para o segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), 77% dos brasileiros disseram que a proibição não terá peso na decisão final. Entre quem admite algum impacto, 80% afirmaram que a medida apenas reforça a segurança em relação ao candidato que já pretendiam escolher. Trata-se de uma projeção declarada pelos próprios entrevistados, e não de um resultado eleitoral verificado.
Visibilidade alta, prioridade baixa
Segundo o levantamento, 90% dos brasileiros disseram ter acompanhado informações sobre o assunto, o que mostra alta visibilidade pública. Ainda assim, as apostas foram citadas como preocupação principal por apenas 9% dos entrevistados. Saúde (43%), segurança pública (38%) e o fim da escala 6x1 (27%) aparecem bem à frente.
Esse contraste ajuda a separar notoriedade de relevância eleitoral. Um tema pode dominar o noticiário sem ocupar o topo das preocupações do eleitor no momento do voto.
Limites da pesquisa
A Nexus ouviu 2 mil pessoas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Por se tratar de uma pesquisa de opinião, os resultados refletem o que os entrevistados declararam, e não necessariamente como cada um votará ou se comportará. Também não é possível, a partir desses dados, avaliar os efeitos da proibição sobre o setor, sobre consumidores que já apostam ou sobre a prevenção de danos relacionados ao jogo, temas que exigiriam outras fontes e outros levantamentos.